Quando resolvi colocar internet (banda larga) em casa, achei que seria uma boa maneira de manter meus filhos informados,atualizados e mais perto de mim, longe das ameaças da rua.Claro que eu estava sabendo dos riscos também que a internet trás com toda sua informação e entretenimento.
Começei a observá-los diariamente e o que eu pude constatar foi um acúmulo de futilidades.Resolvi então tomar uma atitude para que a internet não afete mais o crescimento físico e mental de meus filhos, como o ORKUT E MSN.
Seria hipocrisia dizer que não uso, ou que não gosto destes sites de relacionamento.Uso diariamente porém não compulsivamente.É impressionante como os adolescentes só pensam em sites como estes, e cada vez mais deixam de escrever corretamente pelo uso abusivo de palavras "cortadas" pela metade propositalmente para ganhar tempo em suas mais de dez janelas abertas no MSN.São incapazes mesmo com toda a informação disponível 24 horas de realizar uma boa redação por exemplo.
Por isso, apartir de hoje o computador só vai ser usado depois de pelo menos uma hora de leitura,os sites de relacionamento serão usados apenas por uma hora e meia no máximo,o restante do tempo só será usado para jogos que estimulem o raciocínio rápido e lógico, assim como outros meios que também poderão colaborar para o seu desenvolvimento.
Além de tudo isso eles terão que me contar a história que estão lendo, para que não reste a menor dúvida que estão realmente lendo o livro ou melhor...entendendo o que estão lendo.Para isso coloquei um dicionário,caneta e papel a disposição, para que escrevam as palavras que são desconhecidas para eles. O resultado está sendo maravilhoso. É lindo ver meu filho de oito anos procurando as palavrinhas desconhecidas até o momento no dicionário e explicando seus significados.Minha filha de quatorze anos, deu "pití", mas isso não foi o suficiente para que eu desistisse da minha meta aqui em casa.
Tenho certeza que mais tarde eles irão me agradecer por ter incluído nas suas rotinas mais cultura e informação (útil).
Sou mais uma mãe que educa seus filhos sozinha,sem a presença do pai, minha preocupação com eles é muito grande, já que seu futuro está totalmente em minhas mãos.
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Relacionamentos...
Sempre acho que namoro, casamento, romance tem começo, meio e fim. Como tudo na vida. Detesto quando escuto aquela conversa:
- ‘Ah, terminei o namoro… ‘
- ‘Nossa, quanto tempo?’
- ‘Cinco anos… Mas não deu certo… Acabou’
- É não deu…?
Claro que deu! Deu certo durante cinco anos, só que acabou.
E o bom da vida, é que você pode ter vários amores.
Não acredito em pessoas que se complementam. Acredito em pessoas que se somam.
Às vezes você não consegue nem dar cem por cento de você para você mesmo, como cobrar cem por cento do outro?
E não temos esta coisa completa.
Às vezes ele é fiel, mas não é bom de cama.
Às vezes ele é carinhoso, mas não é fiel.
Às vezes ele é atencioso, mas não é trabalhador.
Às vezes ela é malhada, mas não é sensível.
Tudo nós não temos.
Perceba qual o aspecto que é mais importante e invista nele.
Pele é um bicho traiçoeiro.
Quando você tem pele com alguém, pode ser o papai com mamãe mais básico que
é uma delícia.
E às vezes você tem aquele sexo acrobata, mas que não te impressiona…
Acho que o beijo é importante… E se o beijo bate… Se joga… Se não bate… Mais um Martini, por favor… E vá dar uma volta.
Se ele ou ela não te quer mais, não force a barra.
O outro tem o direito de não te querer.
Não lute, não ligue, não dê pití.
Se a pessoa ta com dúvida, problema dela, cabe a você esperar ou não.
Existe gente que precisa da ausência para querer a presença( Essa sou euu Sheila).
O ser humano não é absoluto. Ele titubeia, tem dúvidas e medos, mas se a pessoa REALMENTE gostar, ela volta(100% de verdade).
Nada de drama.
Que graça tem alguém do seu lado sob chantagem, gravidez, dinheiro, recessão de família?
O legal é alguém que está com você por você.
E vice versa.
Não fique com alguém por dó também.
Ou por medo da solidão.
Nascemos sós. Morremos sós. Nosso pensamento é nosso, não é compartilhado.
E quando você acorda, a primeira impressão é sempre sua, seu olhar, seu pensamento.
Tem gente que pula de um romance para o outro.
Que medo é este de se ver só, na sua própria companhia?
Gostar dói(e vamos combinar... na minha opinião é uma delícia).
Você muitas vezes vai ter raiva, ciúmes, ódio, frustração.
Faz parte. Você namora um outro ser, um outro mundo e um outro universo.
E nem sempre as coisas saem como você quer…
A pior coisa é gente que tem medo de se envolver.
Se alguém vier com este papo, corra, afinal, você não é terapeuta.
Se não quer se envolver, namore uma planta. É mais previsível.
Na vida e no amor, não temos garantias.
E nem todo sexo bom é para namorar(verdade).
Nem toda pessoa que te convida para sair é para casar.
Nem todo beijo é para romancear.
Nem todo sexo bom é para descartar. Ou se apaixonar. Ou se culpar.
Enfim… viva a vida, e não perca as boas oportunidades!
- ‘Ah, terminei o namoro… ‘
- ‘Nossa, quanto tempo?’
- ‘Cinco anos… Mas não deu certo… Acabou’
- É não deu…?
Claro que deu! Deu certo durante cinco anos, só que acabou.
E o bom da vida, é que você pode ter vários amores.
Não acredito em pessoas que se complementam. Acredito em pessoas que se somam.
Às vezes você não consegue nem dar cem por cento de você para você mesmo, como cobrar cem por cento do outro?
E não temos esta coisa completa.
Às vezes ele é fiel, mas não é bom de cama.
Às vezes ele é carinhoso, mas não é fiel.
Às vezes ele é atencioso, mas não é trabalhador.
Às vezes ela é malhada, mas não é sensível.
Tudo nós não temos.
Perceba qual o aspecto que é mais importante e invista nele.
Pele é um bicho traiçoeiro.
Quando você tem pele com alguém, pode ser o papai com mamãe mais básico que
é uma delícia.
E às vezes você tem aquele sexo acrobata, mas que não te impressiona…
Acho que o beijo é importante… E se o beijo bate… Se joga… Se não bate… Mais um Martini, por favor… E vá dar uma volta.
Se ele ou ela não te quer mais, não force a barra.
O outro tem o direito de não te querer.
Não lute, não ligue, não dê pití.
Se a pessoa ta com dúvida, problema dela, cabe a você esperar ou não.
Existe gente que precisa da ausência para querer a presença( Essa sou euu Sheila).
O ser humano não é absoluto. Ele titubeia, tem dúvidas e medos, mas se a pessoa REALMENTE gostar, ela volta(100% de verdade).
Nada de drama.
Que graça tem alguém do seu lado sob chantagem, gravidez, dinheiro, recessão de família?
O legal é alguém que está com você por você.
E vice versa.
Não fique com alguém por dó também.
Ou por medo da solidão.
Nascemos sós. Morremos sós. Nosso pensamento é nosso, não é compartilhado.
E quando você acorda, a primeira impressão é sempre sua, seu olhar, seu pensamento.
Tem gente que pula de um romance para o outro.
Que medo é este de se ver só, na sua própria companhia?
Gostar dói(e vamos combinar... na minha opinião é uma delícia).
Você muitas vezes vai ter raiva, ciúmes, ódio, frustração.
Faz parte. Você namora um outro ser, um outro mundo e um outro universo.
E nem sempre as coisas saem como você quer…
A pior coisa é gente que tem medo de se envolver.
Se alguém vier com este papo, corra, afinal, você não é terapeuta.
Se não quer se envolver, namore uma planta. É mais previsível.
Na vida e no amor, não temos garantias.
E nem todo sexo bom é para namorar(verdade).
Nem toda pessoa que te convida para sair é para casar.
Nem todo beijo é para romancear.
Nem todo sexo bom é para descartar. Ou se apaixonar. Ou se culpar.
Enfim… viva a vida, e não perca as boas oportunidades!
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
Para refletir...
A amizade é um amor que nunca morre.
A amizade é uma virtude que muitos sabem que existe,
alguns descobrem, mas poucos reconhecem.
A amizade quando é sincera o esquecimento é impossível
A confiança, tal como a arte, não deriva de termos resposta para tudo, mas,
de estarmos abertos a todas as perguntas.
A dor alimenta a coragem. Você não pode ser corajoso se só aconteceram
coisas maravilhosas com você.
A esperança é um empréstimo pedido à felicidade.
A felicidade não é um prêmio, e sim uma conseqüência,
a solidão não é um castigo, e sim um resultado.
A felicidade não está no fim da jornada, e sim em cada curva do caminho que
percorremos para encontrá-la.
A gente tropeça sempre nas pedras pequenas, porque as grandes a gente logo enxerga.
A glória da amizade não é a mão estendida, nem o sorriso carinhoso, nem mesmo a delicia da companhia. É a inspiração espiritual que vem quando você descobre que alguém acredita e confia em você.
A infelicidade tem isto de bom: faz-nos conhecer os verdadeiros amigos.
A inteligência é o farol que nos guia, mas é a vontade que nos faz caminhar.
A maior fraqueza de uma pessoa é trocar aquilo que ela mais deseja na vida, por aquilo que ele deseja no momento.
A persistência é o caminho do êxito.
A pior solidão é aquela que se sente na companhia de outros.
A SOLIDÃO É UMA GOTA NO OCEANO QUE SÓ OLHA PARA SI MESMA... UMA GOTA QUE NÃO SABE QUE É OCEANO...
Amigos são a outra parte do oceano que a gota procura...
A tua única obrigação durante toda a tua existência
é seres verdadeiro para contigo próprio.
A verdadeira amizade deixa marcas positivas que o tempo jamais poderá apagar.
A verdadeira amizade é aquela que não pede nada em troca, a não ser a própria amiga.
A verdadeira generosidade é fazer alguma coisa de bom por alguém
que nunca vai descobrir.
A verdadeira liberdade é poder tudo sobre si.
Algumas pessoas acham-se cultas porque comparam sua ignorância com as dos outros.
Amigo de verdade é aquele que transforma um pequeno momento em um grande instante.
Amigo é a luz que não deixa a vida escurecer.
Amigo é aquele que conhece todos os seus segredos e mesmo assim gosta de você!
Amigo é aquele que nos faz sentir melhor e sobre tudo nos faz sentir amados...
Amigo é aquele que, a cada vez, nos faz entrever
a meta e que percorre conosco um trecho do caminho
Amigos são como flores cada um tem o seu encanto por isso cultive-os.
Amizade é como música: duas cordas afinadas no mesmo tom, vibram juntas...
Amizade, palavra que designa vários sentimentos, que não pode ser trocada por meras coisas materiais... Deve ser guardada e conservada no coração!!!
As pessoas entram em nossas vidas por acaso, mas não é por acaso que elas permanecem.
Celebrar a vida é somar amigos, experiências e conquistas,
dando-lhes sempre algum significado.
Diante de um obstáculo não cruzes os braços, pois o maior
homem do mundo morreu de braços abertos.
Elogie os amigos em público, critique em particular.
Errar é humano, perdoar é divino.
Evitar a felicidade com medo que ela acabe; é o melhor meio de ser infeliz.
Faça amizade com a bondade das pessoas, nunca com seus bens!
Felicidade é a certeza de que a nossa vida não está se passando inutilmente.
A amizade é uma virtude que muitos sabem que existe,
alguns descobrem, mas poucos reconhecem.
A amizade quando é sincera o esquecimento é impossível
A confiança, tal como a arte, não deriva de termos resposta para tudo, mas,
de estarmos abertos a todas as perguntas.
A dor alimenta a coragem. Você não pode ser corajoso se só aconteceram
coisas maravilhosas com você.
A esperança é um empréstimo pedido à felicidade.
A felicidade não é um prêmio, e sim uma conseqüência,
a solidão não é um castigo, e sim um resultado.
A felicidade não está no fim da jornada, e sim em cada curva do caminho que
percorremos para encontrá-la.
A gente tropeça sempre nas pedras pequenas, porque as grandes a gente logo enxerga.
A glória da amizade não é a mão estendida, nem o sorriso carinhoso, nem mesmo a delicia da companhia. É a inspiração espiritual que vem quando você descobre que alguém acredita e confia em você.
A infelicidade tem isto de bom: faz-nos conhecer os verdadeiros amigos.
A inteligência é o farol que nos guia, mas é a vontade que nos faz caminhar.
A maior fraqueza de uma pessoa é trocar aquilo que ela mais deseja na vida, por aquilo que ele deseja no momento.
A persistência é o caminho do êxito.
A pior solidão é aquela que se sente na companhia de outros.
A SOLIDÃO É UMA GOTA NO OCEANO QUE SÓ OLHA PARA SI MESMA... UMA GOTA QUE NÃO SABE QUE É OCEANO...
Amigos são a outra parte do oceano que a gota procura...
A tua única obrigação durante toda a tua existência
é seres verdadeiro para contigo próprio.
A verdadeira amizade deixa marcas positivas que o tempo jamais poderá apagar.
A verdadeira amizade é aquela que não pede nada em troca, a não ser a própria amiga.
A verdadeira generosidade é fazer alguma coisa de bom por alguém
que nunca vai descobrir.
A verdadeira liberdade é poder tudo sobre si.
Algumas pessoas acham-se cultas porque comparam sua ignorância com as dos outros.
Amigo de verdade é aquele que transforma um pequeno momento em um grande instante.
Amigo é a luz que não deixa a vida escurecer.
Amigo é aquele que conhece todos os seus segredos e mesmo assim gosta de você!
Amigo é aquele que nos faz sentir melhor e sobre tudo nos faz sentir amados...
Amigo é aquele que, a cada vez, nos faz entrever
a meta e que percorre conosco um trecho do caminho
Amigos são como flores cada um tem o seu encanto por isso cultive-os.
Amizade é como música: duas cordas afinadas no mesmo tom, vibram juntas...
Amizade, palavra que designa vários sentimentos, que não pode ser trocada por meras coisas materiais... Deve ser guardada e conservada no coração!!!
As pessoas entram em nossas vidas por acaso, mas não é por acaso que elas permanecem.
Celebrar a vida é somar amigos, experiências e conquistas,
dando-lhes sempre algum significado.
Diante de um obstáculo não cruzes os braços, pois o maior
homem do mundo morreu de braços abertos.
Elogie os amigos em público, critique em particular.
Errar é humano, perdoar é divino.
Evitar a felicidade com medo que ela acabe; é o melhor meio de ser infeliz.
Faça amizade com a bondade das pessoas, nunca com seus bens!
Felicidade é a certeza de que a nossa vida não está se passando inutilmente.
Sérgio essa é pra vc!
PAIS CUIDADORES SEM A PRESENÇA DA MÃE NA VIDA DIÁRIA:
Os homens são identificados com o trabalho remunerado fora de casa constituindo um desafio seu envolvimento com o cuidado em geral. Comportam-se de forma a serem cuidados pelas suas companheiras, numa continuidade do cuidado que receberam de suas mães, tendo pouco envolvimento com a atenção aos seus filhos. Em consequência, são grandes as suas vulnerabilidades a doenças, acidentes e violência e também os prejuízos nas suas relações com as crianças, com as mulheres e com outros homens. O distanciamento dos homens com o cuidado expressa a divisão sexista do trabalho e a dominação masculina, em que cabe às mulheres o trabalho de cuidado que recebe menor valor social comparado ao trabalho produtivo. Há pouco estímulo das instituições sociais à participação dos pais no cuidado com os filhos e são altos os índices de abandono paterno. A prática dos homens com o cuidado pode portanto, contribuir no sentido do bem-estar de si mesmos, das famílias e da sociedade em geral. Pressionados pelas transformações nas famílias e no mercado de trabalho, os homens vêm experimentando uma transição entre dois modelos de paternidade: a paternidade participativa e a tradicional distância herdada do patriarcado.O intenso vínculo já existente com os filhos e a ausência das mães facilitaram a emergência e aprendizagem das habilidades de cuidado entre os homens, mesmo entre os pais que viveram histórias difíceis com relação ao cuidado recebido na infância.Eles entenderam que sua prática de cuidado seria fruto da espontaneidade pessoal, aprendidos na relação com seus genitores, irmãs, amigos ou fruto do cuidado que recebem de Deus.Mostraram intenso vínculo com os filhos e desempenharam funções de acolhimento amoroso, disciplina, cuidado material com higiene, vestir, alimentação, instrução, saúde e educação de valores. O cuidado paterno mostrou beneficiar os pais, aumentando a sua auto-estima, fruto do amor recíproco com os filhos, do prazer em cuidar dos filhos e da alegria com o desenvolvimento das habilidades ditas "femininas".Mostraram também viver as dificuldades e desgaste da dupla-jornada, a falta de tempo para si mesmo e o preconceito para exercerem o cuidado paterno, nas relações com a comunidade, o trabalho, os amigos, a justiça, o conselho tutelar, e o serviço de psicologia do judiciário. Os pais relataram profundas dores emocionais com a morte das mães, e decepção com as ex-companheiras que falharam no cuidado de seus filhos. Vivem ainda dificuldades para o estabelecimento de novas relações amorosas em decorrência de cuidarem sozinhos das crianças. A maioria das mães não manteve contato com os filhos após o convívio diário deles com seus pais, não tendo por hábito nem as visitas quinzenas, explicitando o descolamento delas de sua função cuidadora. Esses pais mostraram viver as mesmas questões da sobrecarga das mulheres que criam sozinhas seus filhos.Depois deste fato reconheceram terem revalorizado o trabalho doméstico a partir da experiência de cuidarem sozinhos, o que sugere que sua vivência pode beneficiar relações de equidade com as mulheres. No entanto, a equidade de gênero depende de transformações sociais mais profundas, tais como: desapego dos homens de seus privilégios e estabelecimento de políticas econômicas e trabalhistas que valorizem o trabalho de cuidado com as crianças e com a vida. Pais com representações e atuações tradicionais de gênero, maternidade e paternidade, e de diferentes vivências na sua formação pessoal, podem se disponibilizar para o cuidado, motivados por amor e responsabilidade por seus filhos em situações de crise e de risco para os filhos, quando as mulheres não cumprem de forma satisfatória seu papel de cuidadora. Desempenham com prazer o trabalho de cuidado e mostram se beneficiar dessa experiência, aumentando o amor por si mesmos. Os resultados refutam o argumento sobre as diferenças de gênero no raciocínio moral de cuidado, já que este emergiu como uma potencialidade manifesta e desenvolvida de acordo com as circunstâncias. As condições econômicas e de apoio familiar dos pais determinaram suas soluções do dilema entre cuidado e mercado de trabalho. As atuais dificuldades para inserção dos homens no cuidado estão relacionadas portanto, à perpetuação da dominação dos homens sobre as mulheres no trabalho doméstico e à desvalorização do trabalho de cuidado no capitalismo. O desempenho dos pais no acolhimento amoroso e na organização dos limites na educação dos filhos, sugere a reflexão sobre conceitos psicológicos que limitam os pais às funções disciplinadoras na construção da psique infantil. Estes conceitos pautados na paternidade tradicional perpetuam a divisão sexual do trabalho e a representação de gênero de homens distantes dos filhos. Mostram uma cisão entre amor e respeito, em que o último se construiria a partir da distância afetiva dos pais. Para a inserção dos homens no cuidado, a psicologia e as instituições sociais necessitam portanto, rever conceitos tradicionais de gênero presentes nas teorias sobre maternidade e paternidade, de forma a contribuir para práticas institucionais que legitimem o cuidado paterno no desempenho tanto de funções de acolhimento quanto de organização dos limites na formação da personalidade da criança. Desta maneira, a psicologia estará contribuindo com seu saber, para a cooperação entre homens e mulheres no cuidado com os filhos, um grande desafio presente na vida de homens e mulheres que precisam trabalhar foram e tentam conciliar seus projetos no mercado de trabalho com a dedicação à família. O estudo aponta a necessidade de construção de políticas públicas, currículos universitários e capacitação dos profissionais que valorizem o cuidado paterno para o trabalho com os pais e as famílias. Há necessidade de divulgação da experiência de pais cuidadores e a discussão social da inserção do cuidado no mundo masculino. É de fundamental importância a construção de políticas trabalhistas e econômicas que sejam promotoras do cuidado com a vida das crianças e dos trabalhadores, para o respeito à qualidade de vida humana desta e de futuras gerações.
Parabéns Sérgio!Te admiro muito como homem e pai responsável, amoroso que és!
Você assumiu seus filhos e cuida deles muito bem!Sucesso e felicidade sempre para vcs!
Os homens são identificados com o trabalho remunerado fora de casa constituindo um desafio seu envolvimento com o cuidado em geral. Comportam-se de forma a serem cuidados pelas suas companheiras, numa continuidade do cuidado que receberam de suas mães, tendo pouco envolvimento com a atenção aos seus filhos. Em consequência, são grandes as suas vulnerabilidades a doenças, acidentes e violência e também os prejuízos nas suas relações com as crianças, com as mulheres e com outros homens. O distanciamento dos homens com o cuidado expressa a divisão sexista do trabalho e a dominação masculina, em que cabe às mulheres o trabalho de cuidado que recebe menor valor social comparado ao trabalho produtivo. Há pouco estímulo das instituições sociais à participação dos pais no cuidado com os filhos e são altos os índices de abandono paterno. A prática dos homens com o cuidado pode portanto, contribuir no sentido do bem-estar de si mesmos, das famílias e da sociedade em geral. Pressionados pelas transformações nas famílias e no mercado de trabalho, os homens vêm experimentando uma transição entre dois modelos de paternidade: a paternidade participativa e a tradicional distância herdada do patriarcado.O intenso vínculo já existente com os filhos e a ausência das mães facilitaram a emergência e aprendizagem das habilidades de cuidado entre os homens, mesmo entre os pais que viveram histórias difíceis com relação ao cuidado recebido na infância.Eles entenderam que sua prática de cuidado seria fruto da espontaneidade pessoal, aprendidos na relação com seus genitores, irmãs, amigos ou fruto do cuidado que recebem de Deus.Mostraram intenso vínculo com os filhos e desempenharam funções de acolhimento amoroso, disciplina, cuidado material com higiene, vestir, alimentação, instrução, saúde e educação de valores. O cuidado paterno mostrou beneficiar os pais, aumentando a sua auto-estima, fruto do amor recíproco com os filhos, do prazer em cuidar dos filhos e da alegria com o desenvolvimento das habilidades ditas "femininas".Mostraram também viver as dificuldades e desgaste da dupla-jornada, a falta de tempo para si mesmo e o preconceito para exercerem o cuidado paterno, nas relações com a comunidade, o trabalho, os amigos, a justiça, o conselho tutelar, e o serviço de psicologia do judiciário. Os pais relataram profundas dores emocionais com a morte das mães, e decepção com as ex-companheiras que falharam no cuidado de seus filhos. Vivem ainda dificuldades para o estabelecimento de novas relações amorosas em decorrência de cuidarem sozinhos das crianças. A maioria das mães não manteve contato com os filhos após o convívio diário deles com seus pais, não tendo por hábito nem as visitas quinzenas, explicitando o descolamento delas de sua função cuidadora. Esses pais mostraram viver as mesmas questões da sobrecarga das mulheres que criam sozinhas seus filhos.Depois deste fato reconheceram terem revalorizado o trabalho doméstico a partir da experiência de cuidarem sozinhos, o que sugere que sua vivência pode beneficiar relações de equidade com as mulheres. No entanto, a equidade de gênero depende de transformações sociais mais profundas, tais como: desapego dos homens de seus privilégios e estabelecimento de políticas econômicas e trabalhistas que valorizem o trabalho de cuidado com as crianças e com a vida. Pais com representações e atuações tradicionais de gênero, maternidade e paternidade, e de diferentes vivências na sua formação pessoal, podem se disponibilizar para o cuidado, motivados por amor e responsabilidade por seus filhos em situações de crise e de risco para os filhos, quando as mulheres não cumprem de forma satisfatória seu papel de cuidadora. Desempenham com prazer o trabalho de cuidado e mostram se beneficiar dessa experiência, aumentando o amor por si mesmos. Os resultados refutam o argumento sobre as diferenças de gênero no raciocínio moral de cuidado, já que este emergiu como uma potencialidade manifesta e desenvolvida de acordo com as circunstâncias. As condições econômicas e de apoio familiar dos pais determinaram suas soluções do dilema entre cuidado e mercado de trabalho. As atuais dificuldades para inserção dos homens no cuidado estão relacionadas portanto, à perpetuação da dominação dos homens sobre as mulheres no trabalho doméstico e à desvalorização do trabalho de cuidado no capitalismo. O desempenho dos pais no acolhimento amoroso e na organização dos limites na educação dos filhos, sugere a reflexão sobre conceitos psicológicos que limitam os pais às funções disciplinadoras na construção da psique infantil. Estes conceitos pautados na paternidade tradicional perpetuam a divisão sexual do trabalho e a representação de gênero de homens distantes dos filhos. Mostram uma cisão entre amor e respeito, em que o último se construiria a partir da distância afetiva dos pais. Para a inserção dos homens no cuidado, a psicologia e as instituições sociais necessitam portanto, rever conceitos tradicionais de gênero presentes nas teorias sobre maternidade e paternidade, de forma a contribuir para práticas institucionais que legitimem o cuidado paterno no desempenho tanto de funções de acolhimento quanto de organização dos limites na formação da personalidade da criança. Desta maneira, a psicologia estará contribuindo com seu saber, para a cooperação entre homens e mulheres no cuidado com os filhos, um grande desafio presente na vida de homens e mulheres que precisam trabalhar foram e tentam conciliar seus projetos no mercado de trabalho com a dedicação à família. O estudo aponta a necessidade de construção de políticas públicas, currículos universitários e capacitação dos profissionais que valorizem o cuidado paterno para o trabalho com os pais e as famílias. Há necessidade de divulgação da experiência de pais cuidadores e a discussão social da inserção do cuidado no mundo masculino. É de fundamental importância a construção de políticas trabalhistas e econômicas que sejam promotoras do cuidado com a vida das crianças e dos trabalhadores, para o respeito à qualidade de vida humana desta e de futuras gerações.
Parabéns Sérgio!Te admiro muito como homem e pai responsável, amoroso que és!
Você assumiu seus filhos e cuida deles muito bem!Sucesso e felicidade sempre para vcs!
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
TPM pegando é hora do desabafo...
Bem... entre um trabalho e outro(escola), uma música e outra, um telefonema, UM MÃEEE VEM AQUI!uma corridinha para resolver um pepino no trabalho, cobranças normais de quem paga seu salário...eu preciso escrever algo até mesmo para me distrair um pouco.
A todo momento estou fazendo uma reflexão do meu dia, do meu passado, futuro, enfim,estou sempre fazendo uma análise de mim mesma para mudar oque eu acho que esta errado, e pensar mais dez mil vezes se aquilo que considero certo esta certo mesmo.
Quando tive a minha primogénita era apenas uma jovem de 18 anos com muitos sonhos.Confesso que não estava preparada para ser mãe, não amava seu progenitor,era apenas mais uma fuga de adolescente inconsequente que não deu certo.Não me arrependo de ter colocado no mundo uma criança linda e inteligente, que hoje é uma adolescente cheia de planos e sonhos e que preenche meus dias maravilhosamente bem.
Primeiro casamento fracassado, ponto final.
Quando minha filha tinha apenas um ano de idade, encontrei uma pessoa que já conhecia e que de alguma maneira me fazia suspirar.
Começamos a nos relacionar novamente, namoramos, moramos juntos, casamos.Quando decidi me casar jurei que seria apenas uma vez porque sabia que realmente estava pronta e apaixonada.Acreditando em contos de fada ainda, deixei me convencer diariamente que aquela vida que eu estava levando era a melhor vida que uma mulher poderia ter( grande idiota). Esqueci de cuidar de mim, vivia em função da outra pessoa, não trabalhava, não estudava, uma ameba dona de casa cada vez mais gorda.Eu digo sempre que nós mesmos somos os culpados pelos nossos erros ou acertos, não podemos culpar as outras pessoas.Acreditei que era uma mulher burra, inútil, sem objetivos na vida, até porque eu ouvia isso quase todos os dias.Meu casamento era legal...era bom...era vazio...era...cama. Na cama os nossos problemas, as nossas diferenças desapareciam, tudo ficava maravilhoso, mas esse falso prazer durava apenas uma hora no máximo.Novamente um casamento falido, pendurado, apenas sendo sustentado pela "cama".Mas me diga qual casamento que resiste apenas ao sexo? O sexo é muito importante mas com certeza só ele não sustenta um casamento.Assim como outros interesses do tipo...status,visar somente a condição financeira,entre outros conhecidos causadores de divórcios.
O fato é que passei bons anos acreditando que tinha perdido o maior amor da minha vida, o homem perfeito, inteligente, forte, bom de cama, etc.Hoje sendo uma mulher com outros valores, objetivos, metas, dona de si mesma, percebo que apenas fui uma grande idiota. Aquele homem que eu "achava" que amava não passa de um energúmeno, burro, sem perspectiva de sair do lugar, uma ameba obediente,seu único atrativo continua sendo o sexo.
A vida é assim mesmo, temos a falsa ilusão de estarmos com a pessoa certa, de sermos felizes, mas quando "cai a ficha"...nossaaaaa. Também não posso ser hipócrita ao ponto de não agradecer a ele o fato de ter me feito enxergar como eu era uma pessoa vazia. Com a nossa separação eu cresci, me tornei uma mulher independente, cheia de vida. Emagreci horrores, aliás ainda estou em processo de emagrecimento, estou mais bonita, interessante, mais informada e totalmente atualizada.Os homens se aproximam hoje de mim e conseguem enxergar uma mulher decidida com objetivos na vida e um futuro promissor.
Deste segundo relacionamento também, nasceu meu filho. Lindo, maravilhoso que amo demais.
Enfim, quando se acha que se perdeu tudo,se refletirmos vamos perceber que ganhamos muito, crescemos. Pobres daquelas pessoas que vivem de ilusão permanentemente e não tem a chance de se descobrir e se tornar uma pessoa melhor.
Obrigada por seguir seu caminho bem longe de mim! E que eu venha a conhecer e experimentar um amor verdadeiro, completo. Acredito que esta bem pertinho de mim, mas isso é uma outra história.
A todo momento estou fazendo uma reflexão do meu dia, do meu passado, futuro, enfim,estou sempre fazendo uma análise de mim mesma para mudar oque eu acho que esta errado, e pensar mais dez mil vezes se aquilo que considero certo esta certo mesmo.
Quando tive a minha primogénita era apenas uma jovem de 18 anos com muitos sonhos.Confesso que não estava preparada para ser mãe, não amava seu progenitor,era apenas mais uma fuga de adolescente inconsequente que não deu certo.Não me arrependo de ter colocado no mundo uma criança linda e inteligente, que hoje é uma adolescente cheia de planos e sonhos e que preenche meus dias maravilhosamente bem.
Primeiro casamento fracassado, ponto final.
Quando minha filha tinha apenas um ano de idade, encontrei uma pessoa que já conhecia e que de alguma maneira me fazia suspirar.
Começamos a nos relacionar novamente, namoramos, moramos juntos, casamos.Quando decidi me casar jurei que seria apenas uma vez porque sabia que realmente estava pronta e apaixonada.Acreditando em contos de fada ainda, deixei me convencer diariamente que aquela vida que eu estava levando era a melhor vida que uma mulher poderia ter( grande idiota). Esqueci de cuidar de mim, vivia em função da outra pessoa, não trabalhava, não estudava, uma ameba dona de casa cada vez mais gorda.Eu digo sempre que nós mesmos somos os culpados pelos nossos erros ou acertos, não podemos culpar as outras pessoas.Acreditei que era uma mulher burra, inútil, sem objetivos na vida, até porque eu ouvia isso quase todos os dias.Meu casamento era legal...era bom...era vazio...era...cama. Na cama os nossos problemas, as nossas diferenças desapareciam, tudo ficava maravilhoso, mas esse falso prazer durava apenas uma hora no máximo.Novamente um casamento falido, pendurado, apenas sendo sustentado pela "cama".Mas me diga qual casamento que resiste apenas ao sexo? O sexo é muito importante mas com certeza só ele não sustenta um casamento.Assim como outros interesses do tipo...status,visar somente a condição financeira,entre outros conhecidos causadores de divórcios.
O fato é que passei bons anos acreditando que tinha perdido o maior amor da minha vida, o homem perfeito, inteligente, forte, bom de cama, etc.Hoje sendo uma mulher com outros valores, objetivos, metas, dona de si mesma, percebo que apenas fui uma grande idiota. Aquele homem que eu "achava" que amava não passa de um energúmeno, burro, sem perspectiva de sair do lugar, uma ameba obediente,seu único atrativo continua sendo o sexo.
A vida é assim mesmo, temos a falsa ilusão de estarmos com a pessoa certa, de sermos felizes, mas quando "cai a ficha"...nossaaaaa. Também não posso ser hipócrita ao ponto de não agradecer a ele o fato de ter me feito enxergar como eu era uma pessoa vazia. Com a nossa separação eu cresci, me tornei uma mulher independente, cheia de vida. Emagreci horrores, aliás ainda estou em processo de emagrecimento, estou mais bonita, interessante, mais informada e totalmente atualizada.Os homens se aproximam hoje de mim e conseguem enxergar uma mulher decidida com objetivos na vida e um futuro promissor.
Deste segundo relacionamento também, nasceu meu filho. Lindo, maravilhoso que amo demais.
Enfim, quando se acha que se perdeu tudo,se refletirmos vamos perceber que ganhamos muito, crescemos. Pobres daquelas pessoas que vivem de ilusão permanentemente e não tem a chance de se descobrir e se tornar uma pessoa melhor.
Obrigada por seguir seu caminho bem longe de mim! E que eu venha a conhecer e experimentar um amor verdadeiro, completo. Acredito que esta bem pertinho de mim, mas isso é uma outra história.
terça-feira, 20 de outubro de 2009
José...
JOSÉ
E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, Você?
Você que é sem nome,
que zomba dos outros,
Você que faz versos,
que ama, protesta?
e agora, José?
Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio,
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José?
E agora, José?
sua doce palavra,
seu instante de febre,
sua gula e jejum,
sua biblioteca,
sua lavra de ouro,
seu terno de vidro,
sua incoerência,
seu ódio, - e agora?
Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;
quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir para Minas,
Minas não há mais.
José, e agora?
Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse,
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresse...
Mas você não morre,
você é duro, José!
Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
sem parede nua
para se encostar,
sem cavalo preto
que fuja do galope,
você marcha, José!
José, para onde?
Carlos Drummond de Andrade
E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, Você?
Você que é sem nome,
que zomba dos outros,
Você que faz versos,
que ama, protesta?
e agora, José?
Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio,
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José?
E agora, José?
sua doce palavra,
seu instante de febre,
sua gula e jejum,
sua biblioteca,
sua lavra de ouro,
seu terno de vidro,
sua incoerência,
seu ódio, - e agora?
Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;
quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir para Minas,
Minas não há mais.
José, e agora?
Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse,
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresse...
Mas você não morre,
você é duro, José!
Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
sem parede nua
para se encostar,
sem cavalo preto
que fuja do galope,
você marcha, José!
José, para onde?
Carlos Drummond de Andrade
Assinar:
Postagens (Atom)
